sábado, 1 de janeiro de 2011

O Bolo Mau e os três Corpinhos

Era uma vez três corpinhos.
Três meninas, três gracinhas
Que só comiam alface.
Garapa? Só sem açúcar.
Pão-de-ló sem pão, sem ló.
Viviam na ditadura
De nunca, nunca engordar:
-Deus nos livre de gordura!
Deus nos livre de quindim!
Eca! Pra musse e manjar
Chocolate? Nem pensar!
Sorvete? Tudo de ruim!
-Deus nos proteja de massa
Arroz, fritura, feijão...
Até o leite integral
Era prejudicial.
Apenas eu, Bolo Mau,
Era a única tentação.
Eu era um bolo adorado
Do bom dos melhores bons:
Chocolatíssimo flocado
Gostosamente adoçado
Ornado em branco e marrom.
Era o mimo da moçada
O desejo dos brotinhos
Mas vivia acabrunhado
Por nunca ter conquistado
A gula dos três corpinhos.
Um dia, tracei um plano:
Botei meu melhor recheio
Iguarias de princesa
E, daquelas três lindezas,
Duas caíram de cheio.
Mas a terceira esbelteza
Fugitiva do pudim
Regurgitava, enjoava
Resistia até o fim.
Mas eu, de Mau, insisti:
Revesti-me de alface
De pepino e couve-flor
E fui bater na janela
Do corpinho tentador.
Vendo-me assim de verdura
Corpinho se derreteu
Garfou-me de gulodice
E do Bolo Mau, comeu.
Ficou tão viva e animada
Que não parou de provar
Quem era de hortaliça
Ficou quitute, roliça
De filezinho pra lá.
Tornou-se violãozuda
Malagueta de arder
As rosas se boquiabrem
E se rosam por lhe ver.
Tem audiência estourada
Quando amor ta de vez
Me faz pro aniversário
Devora-me com avidez
Faz beiço-ventilador
Me sopra velas de amor
Na velocidade três.

(Autor: Jessier Quirino)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Comportada

Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim.
Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.

(Autora: Maria de Queiroz)

http://www.dsrta.blogspot.com/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amor não dói

“Domínio e submissão é para a escravatura. Amor é para as pessoas livres."
(Alexandre Garcia sobre as 35.000 mulheres que são espancadas todos os dias no Brasil)

Justiça anuncia decisão que beneficia mulheres vítimas de violência doméstica

Agora não é mais necessário confirmar na presença do juiz o desejo de processar o acusado, basta denunciá-lo na delegacia, com base na lei Mª da Penha, para garantir a abertura do processo.

Saiba mais:


Fonte: Bom dia Brasil de 19/10/2010

http://www.dsrta.blogspot.com.br/

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Use camisinha

A melhor propaganda de incentivo ao uso da camisinha que já vi. Mto bem lembrada pelo Diálogo de Roda.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Não subiu, e agora?


Um cara que dormiu comigo e brochou me pediu para abordar a experiência aqui como forma de exorcizar esse fantasma. Brincadeira, nunca aconteceu comigo, mas atendendo uma sugestão, decidi fazer um post sobre brochada e impotência.

Como eu disse, nunca aconteceu comigo, embora eu também não tenha tido tantos parceiros quanto algumas pessoas supõem. Sabe como é, mulher que não tem medo de falar sobre sexo acaba sendo taxada por alguns como mulher que pega todo mundo. Eu até queria pegar todo mundo – ou quase todo mundo – mas aprendi a me respeitar e a respeitar meu corpo, o que gera meia dúzia de restrições com relação a quem vai dividir a cama comigo. Ainda assim resolvi, com todo esse amadorismo que me abençoa, debater o momento fatídico no qual o “meninão” simplesmente não sobe.

Eu me sentiria frustrada, disso tenho certeza. Já o que eu faria com essa frustração ia depender do grau de importância que o cara tem para mim. Um casinho isolado certamente perderia todas as chances. Dependendo e como ele se saiu até chegarmos ao finalmentes – se foi gentil, se foi arrogante, se conquistou meu respeito – ganharia também uma dose de impaciência. Por outro lado, um homem por quem eu tivesse algum carinho mereceria mais algumas tentativas. Mas duvido que exista paixão grande o suficiente para me prender durante muito tempo em um compromisso onde o sexo não está funcionando. E não sou a única que pensa assim. Conheço várias relações que afundaram porque o “meninão” não conseguia mais brincar.

Sexo é uma coisa importante no relacionamento amoroso. Não é tudo, mas é fundamental. Tem que estar presente e tem que ser prazeroso para os dois. O caminho para chegar lá às vezes passa por umas derrapagens e quando estamos empenhados em fazer a coisa dar certo, acho bacana ser compreensiva com esse tipo de situação. Se foi ocasional a gente tenta de novo, leva na esportiva, faz um carinho para deixar claro que é algo natural, e que pode acontecer com qualquer um. Se é uma situação recorrente, a gente senta para conversar e tentar descobrir o que está errado e, caso não descubra, procura um especialista para dar uma mãozinha. A gente encara com carinho, mas respeitando os nossos próprios limites. Não dá para passar a vida esperando um gozo que não virá, mas também não dá para achar que homens são máquinas perfeitas que nunca falham.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Moral da história

"Uma lagarta típica dos EUA faz um truque para tentar afugentar predadores: graças ao mimetismo, finge ser uma perigosa cobra com grandes olhos!
Mas o tiro sai pela culatra, pois o aspecto fica 'fofo' demais para fazer com que os seus predadores mais famintos desistam de devorá-la. À lagarta só resta esperar a sorte sorrir e chegar o momento de se tornar uma borboleta."


(Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira)

Moral da história: As "fofinhas" se f$%&m.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um conselho para os rapazes: músicas para seduzir

As coisas estão indo bem. Você preparou um jantar charmoso na sua casa, abriu um vinho bacana e parece que a noite vai esquentar. Então resolve dar um reforço no clima e colocar uma música. Aí bate aquela dúvida: qual?

Claro que algumas coisas são muito pessoais. Mas falando por mim posso assegurar que dois itens influenciam minha libido mais do que uma refeição afrodisíaca: perfume e música. O perfume fica para outro post, vamos falar sobre a escolha da música.

É importante escolher algo sensual, porém sutil. Se a garota topou jantar na sua casa você já tem muitos pontos a favor. Não vá estragar tudo pulando no pescoço dela como se fosse um lobo faminto diante de um pedaço de bife. Para te dar uma forcinha, aí vão algumas dicas:

1. White Stripes – I Just don’t know what to do with myself
Não é à toa que a Kate Moss faz uma dança sensual no clipe. A música é muito sexy e vai arrepiando cada pedacinho do corpo. Eu também não saberia o que fazer comigo mesma ao som dessa música e com uma boa companhia.

2. Guns and Roses – Since I don’t have you
Tá certo, tá certo eu confesso. Tenho uma tara pelo som da guitarra dessa música. E pode ter certeza que não sou a única mulher a sentir isso.

3. Pearl Jam – Last Kiss
A voz de Eddie Veder por si só já é um afrodisíaco (isso sem falar naqueles olhos). “Can my baby be”? Vem aqui que eu te digo e ainda mostro uns caminhos alternativos pra chegar lá...

4. Eric Clapton – Layla (Unplugged)
Se a garota for mais calminha, mais tímida, eu aconselho a versão acústica de Layla, pra ir chegando de mansinho, como quem não quer nada...

5. Lenny Kravitz – Fly away
Seguramente é a minha favorita. Não sei explicar porque, mas essa música liga um botão que faz esquentar tudo... Tem gosto de relação intensa, de amor e ódio, daquelas que a gente pede distância mas o corpo grita presença.

6. Shakira e Alejandro Sanz – La tortura
Essa música só tem um problema: se a garota for boa de rebolado como a Shakira, ela pode querer fazer um show exclusivo para você. E aí as coisas não vão só esquentar, vão pegar fogo de um jeito que vai dar trabalho apagar. Mas se ela não for, cuide de mantê-la bem ocupada com outras coisas...